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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Gerações de Vírus

Em alguns sites que vi, os autores dividem os vírus em gerações, o que teoricamente facilitaria meu trabalho, porém, as fontes que busquei não concordam entre si ... assim fica difícil estabelecer algum tipo de padrão entre as gerações baseando-se em tantas fontes. Posso dessa forma escolher uma fonte só, e trilhar a partir dela.

Das várias fontes, achei uma interessante, da Universidade de Coimbra. Irei falar sobre estas gerações de vírus:

1º Geração

Vírus de aplicações:

Eram vírus disfarçados de programas, e atingiam arquivos *.EXE e *.COM, ou de sistema como *.BIN *.DRV e *.SYS. Quando o arquivo infectado era executado uma porção de código, o vírus, era retido na memória até se desligar o PC. Enquanto o vírus se encontrava na memória, este infectaria qualquer outro programa que fosse executado _ do mal não é ?

Vírus de MBR (Master Boot Record):


Espalhavam-se pelos disquetes usados para dar o boot no pc. Os vírus de MBR infectam apenas as unidades de armazenamento como os discos-rígidos e os disquetes eliminando ou movendo o MBR do seu lugar.
Este setor no disco, que continha o MBR era lido pelo sistema operacional quando o computador ligava e o informava como devia agir. Sem MBR um computador não consegue entender a estrutura e o conteúdo de um drive. Assim, os vírus podiam carregar o seu código nesta zona e garantir facilmente a sua execução a cada novo arranque.

Vírus Multipartidos:

Um híbrido dos dois tipos anteriores. Este tipo de vírus infectava o MBR dos discos e ainda infectava os executáveis, o que garantia que fosse colocado em memória noutro PC se o programa passasse de um lado para o outro.


2º Geração

Vírus Camuflados:
Com o surgimento de anti-vírus cada vez mais eficazes, os programadores de vírus criaram vírus com capacidade de camuflagem estudando os métodos de detecção mais comuns e contrariando-os. Por exemplo, um vírus que quando infectava o ficheiro em causa, fazia-o dilatar de tamanho (em bytes). Isto era um indício de uma presença de vírus bastante fácil de constatar. Outro indício podia ser uma data de criação alterada, bastando comparar o ficheiro original com o ficheiro suspeito para eliminar dúvidas.

Depois surgiram vírus que mantinham o tamanho e data originais.

Vírus "Stealth":

São vírus de auto protecção, eles são capazes de fazer uma copia de si mesmos para um outro local do disco após o anti-vírus o detectar, ou seja sempre que um antivírus detectar este vírus ele procura um espaço onde o antivírus já passou e em seguida faz uma copia de si mesmo para lá.

Vírus Polimórficos:

O vírus polimórfico é capaz de mudar aleatoriamente a forma como se apresenta quando infecta um arquivo. A maioria dos anti-vírus analisava os arquivos baseados em certas premissas. A cada nova infecção o vírus assumia outro "aspecto" enganando assim o motor de pesquisa do anti-vírus.


Vírus polimórfico de PDF

3º Geração

Vírus de Macro:

A terceira fase de vírus foi quase totalmente condicionada por 2 fatores: a Internet e a difusão da plataforma Windows.

A Internet tornou-se o principal vector de difusão de vírus informáticos, pela facilidade com que transmitimos informação, e pela ausência de segurança adequada. O termo vírus de macro pode ser generalizado para que se adapte a todos os cenários imagináveis.

Um macro é um conjunto de instruções pré-definidas por alguém (feitas em VBA ou VBS), que o utilizador usa para repetir tarefas "enfadonhas". Isto quer dizer que estamos a emitir uma instrução que desencadeia uma série de instruções no nosso PC que podem ou não ser desejadas.

Um exemplo: dentro do excel, quando utilizamos a função inserir gráfico, ele gera uma série de outras ações. Quem programa uma macro, pode por si mesmo mudar as propriedades dos botões. É possível fazer o botão "Salvar como" tornar-se o botão "Fechar" ... imagina isso na mão de alguém como intenções ruins ?

O vírus I Love You (Love-letter)

Worm:

Consiste em interceptar pacotes de comunicação que circulam na rede e descodifica-los a procura de passwords, códigos, etc. Este vírus, tem um método de replicação de enviar cópias de si próprio, através da internet usando uma lista de contatos de um sistema de e-mail.

O Worm não é um vírus, ambos são considerados como Malware (malicious software). O worm tem propriedades diferentes, ele não precisa de um programa hospedeiro, ele em si é um programa completo.

O autor segue com vírus para celular, mas meu objetivo por enquanto são vírus para computadores.

Referências:

Gerações de vírus
Universidade de Coimbra
Relatorio ALFA
Superdownloads

Vírus Polimórfico
Avira

Os 10 piores vírus
Livinlavida

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Elk Cloner, Fred Cohen e o vírus Brain

Agora entrando no assunto vírus, na minha monografia eu propus falar primeiramente sobre os vírus biológicos, para chegar em uma analogia dos vírus de computadores.

Von Neumann, já há muito havia falado sobre programas auto-replicantes, até que em 1982 Richard Skrenta elabora o primeiro código malicioso para o Aplle II, o Elk Cloner. Esta brincadeira de Rich simplesmente mostrava na tela o poema (abaixo) a cada 50 vezes que o computador fosse ligado.


O "vírus" Elk Cloner (1982)

Apesar do que o poema sugere, o código não faz nada de mau. O esquema de infecção era bem simples, Rich o fez em seu computador, passou para um disquete _ na época tinha quer ter o disquete para dar boot na máquina _ quando o computador lia o disquete, o código ia para a máquina do usuário, e quando um novo disquete era colocado, o código ia para o novo disquete. Então conforme os disquetes fossem repassados, as máquinas iam sendo infectadas.

Pelo que tenho lido (aha, aqui não preciso referenciar huhauhahuauh), o termo vírus foi usado em 1984, após os estudos de Fred Cohen, que desenvolveu um vírus para verificar falhas de segurança do computador . Descreveu belamente o que são os vírus:

"a program that can 'infect' other programs by modifying them to include a ... version of itself"

Com o resultados satisfatórios nos testes, criou-se uma preocupação sobre o que mais poderiam causar os vírus e outros testes foram banidos _ ninguém queria pagar para ver. Em seu projeto Cohen profetizou:

"they can spread through computer networks in the same way as they spread through computers, and thus present a widespread and fairly immediate threat to many current systems."

E finalmente em janeiro de 1986, surge o vírus Brain, que assim como o Elk Cloner, infectava o setor de boot. Também não fazia nada de mau, apenas exibia uma mensagem na tela. Foi desenvolvido por dois irmãos paquistaneses Amjad e Basit Farooq Alvi _ que depois se arrependeram de terem deixado o telefone deles no código ...


O vírus Brain (1986)

Os dois irmãos não queriam prejudicar ninguém, apenas queriam monitorar a distribuição de softwares desenvolvidos por eles para um apple II, que estavam sendo pirateados, mas quando este software foi portado para o IBM-PC (que tinha o DOS) tornou-se um vírus.

O Brain foi o primeiro a ser reconhecido como vírus pela mídia.

No próximo post falarei sobre os vírus da primeira geração: Boot e arquivos .exe e .com


Referências:

Elk Cloner, apenas uma brincadeira
Sydney Morning Herald

Primeira menção do termo vírus
Scientific American
BBC News

Brain
F-Secure
BBC News

Rascunho Monografia




Hi !

Tive uma idéia que talvez me ajude a acelerar o processo de produção da minha monografia. O tema dela é vírus de computador _ estava em dúvida também entre tecnologia VOIP e html 5. No final a curiosidade de falar sobre estes "seres" que dão um trabalho e prejuízos danados, falou mais alto.

O processo de confecção é um saco, por que para cada palavra (hipérbole) tem que ser dada uma referência, para não cometer plágio (¬¬). Mas tudo pelo bem da formação acadêmica não é ?!

Neste momento ouvindo Lord of the Wasteland do Stratovarius, pensei em colocar algumas coisas no blog, por que aqui pelo menos eu não me preocupo tanto com padrões e talz. Ou seja, será um rascunho da minha monografia. No final do post, coloco as referências. Se isso irá tornar meu trabalho mais produtivo aí já é outra história, mas alguma medida eu tinha que tomar.

Sem lousa dessa vez porque estou com preguiça de desenhar / escrever nela. Neste primeiro post é só para divulgar e treinar meu cerébro, depois já começo.

[]s