terça-feira, 6 de julho de 2010

Do Império Russo até a URSS. Parte I


Ainda no contexto da primeira guerra mundial, vou falar sobre uma de suas participantes do lado da Entente, que teve sérios problemas externos, mas principalmente internos. Esta gigante contava com uma população de “apenas” 170 milhões de habitantes em 1914 _ imagine que hoje a Rússia conta com uma população de cerca de 140 milhões, claro, levando em consideração a perda de território, e independência de alguns países como a Ucrânia.

Falando do início do século XX, a Rússia (ou Império Russo como queira) era o quinto país mais industrializado do mundo, mas seu desenvolvimento indústrial dependia de capitais e técnicos estrangeiros.A economia predominante era agrícola e arcaica. Por volta de 1914, a população rural era de 80%.

Esse crescimento industrial faz surgir a burguesia de um lado e os operários do outro, que somados aos camponeses sem terra, pedem por reformas sociais. Com isso, vão se formando partidos, como o liberal dos díscípulos de Karl Marx que se apoiam na classe operária. A primeira revolução estoura em 22 de janeiro de 1905, com o massacre do Domingo Vermelho em São Petersburgo (dia 09 de janeiro do calendário juliano)

Domingo Vermelho: Liderados pelo padre Gregori Gapone, uma multidão de pessoas caminhavam até o palácio de inverno do Czar Nicolau II, em missão de paz. Apenas cantavam músicas religiosas, e o objetivo era a entrega de um documento para o Czar, pedindo reformas sociais. Pois bem, o Czar ordenou que seus guardas não deixassem o povo se aproximar do palácio, o povo não recuou e ... se alguém já assistiu Hermanoteu na terra de Godah, vai se lembrar do Jajá falando e balançando a espada “mata todo mundoooooo”. O povo que gostava do imperador passou a não gostar mais... esse episódio desencadeia várias greves e manifestações, como a do Encouraçado Potemkin* na cidade de Odessa (atual Ucrânia)

* Filme: O Encouraçado Potemkin, de Sergei Eisenstein (1925)

Para não gerar mais descontentamento ainda, o Czar permitiu contra sua vontade, a criação da Duma (parlamento) e dos partido políticos. Surgem os socialistas-revolucionários, mencheviques e bolcheviques. A Duma serve apenas para o Czar ganhar tempo agradando a população enquanto o exército reprime as revoltas. Depois o Czar volta-se contra a Duma e corta muito daquilo que foi prometido, tornando esta apenas um “grupo de bate-papo”.

Bolcheviques (do russo: maioria) e mencheviques (do russo: minoria): Ambos tinham os ideais de Karl Marx, porém apenas com visões diferentes sobre como a revolução deveria ser feita. O primeiro era liderado por ninguém mais que Vladimir Ílitch Uliánov ou apenas Lênin.

Palavras proféticas de Lênin:

“Uma era contrarrevolucionária está aberta: e ela durará cerca de 20 anos, a menos que nesse intervalo o czarismo seja abalado por uma guerra importante”

Apenas para finalizar esta primeira parte, ao passo que o país vai se aproximando do ano de 1914 (Primeira Guerra Mundial), o país sofre cada vez mais com as péssimas condições de vida no campo e nas cidades. Quando entra na guerra, pode até se orgulhar de ter um exército de 8 milhões de soldados (LOL), mas as condições de vida só irão piorar, cada vez mais, e isso favorecerá ainda mais as revoluções...

Continua no próximo post o/

Um comentário:

Jonas Paulo disse...

Pô Sincero!
Demorou, mas finalmente o Jonão comentou! Hahahaha!
Muito bom o texto cara! os exemplos com o Hermanoteu deram uma essência mais hilária na história, rs! Continue assim!

PS - Já estou na espera pela segunda parte!

Abraço!